terça-feira, 8 de setembro de 2009

Olhares Indígenas




Assista a série de Curtas Vídeo nas Aldeias: Olhares Indígenas. São 6 vídeos curtinhos, que oferecem um panorama da produção dos realizadores indígenas de várias partes do Brasil, e resume o momento atual do projeto Vídeo nas Aldeias. Os vídeos também exemplificam o amplo leque das temáticas abordadas pelos realizadores indígenas: de histórias tradicionais contadas pelos mais velhos, a práticas cotidianas das aldeias, passando pela relação com os recursos naturais, estratégias de sustentabilidade, e relação com o mundo de fora, até intercâmbios culturais. Assista aos curtas

Zenbudismo na vida e no trabalho



O zenbundismo pode significar uma fonte inspiradora para o paradigma ocidental em crise bem como para a vida cotidiana. Isso porque o zen não é uma teoria ou filosofia. É uma prática de vida que se inscreve na tradição das grandes sabedorias da humanidade. O zen pode ser vivido pelas mais diferentes pessoas, simples donas de casa, empresários e pessoas religiosas de diferentes credos.

O centro para o zenbudismo não está na razão, tão importante para a nossa cultura ocidental. Mas na consciência. Para nós a consciência é algo mental. Para o zenbudismo cada sentido corporal possui a sua consciência: a visão, o olfato, o paladar, a audição e o tato. Um sexto é a razão. Tudo se concentra em ativar com a maior atenção possível cada uma destas consciências, a partir das coisas do dia-a-dia. Possuir uma atitude zen é discernir cada nuance do verde, perceber cada ruido, sentir cada cheiro, aperceber-se de cada toque. E estar atento às perlambulações da razão no seu fluxo interminável.

Por isso, o zen se constrói sobre a concentração, a atenção, o cuidado e a inteireza em tudo aquilo que se faz. Por exemplo, expulsar um gato da poltrona pode ser zen; também libertar os chacorros do canil e deixá-lo correr pelo no jardim. Conta-se que um guerreiro samurai antes de uma batalha visitou um mestre zen e lhe perguntou: “que é o céu e o inferno”? O mestre respondeu: “para gente armada como você não perco nenhum minuto”. O samurai enfurecido tirou a espada e disse:”por tal senvergonhice poderia matá-lo agora mesmo”. E ai disse-lhe calmamente o mestre:”eis ai o inferno”. O samurai caiu em si com a calma do mestre, meteu a espada na bainha e foi embora. E o mestre lhe gritou atrás:”eis ai o céu.”

O que a atitude zen visa, é a completa integração da pessoa com a realidade que vive. Deparamo-nos no meio de difenças, compartimentando nossa vida. O zen busca o vazio. Mas esse vazio não é vazio. É o espaço livre no qual tudo pode se formar. Por isso não podemos ficar presos a isto e àquilo. Quando um discípulo perguntou ao mestre:”quem somos”? respondeu apontando simplemente para o universo: “somos tudo isso”. Você é a planta, a ávore, a montanha, a estrela, o inteiro universo. Quando nos concentramos totalmene em tais realidades, nos identificamos com elas. Mas isso só é possível se ficarmos vazios e permitirmos que as coisas nos tomem totalmente. O pequeno eu desaparece para surgir o eu profundo. Então somos um com o todo. Este caminho exige muita disciplina. Não é nada fácil ultrapassar as flutuações de cada uma das consciências e criar um centro unificador.

Há uma base cosmológica para a busca desta unidade originária. Hoje sabemos que todos os seres provém dos elementos físicoquímicos que se forjaram no coração das grandes estrelas vermelhas que depois explodiram. Todos estávamos um dia juntos naquele coração incandecente. Guardamos uma memória cósmica desta nossa ancestraidade.

Depois, sabemos também que possuimos o mesmo código genético de base presente em todos os demais seres vivos. Viemos de uma bactéria primordial surgida há 3,8 bilhões de anos. Formamos a única e sagrada comunidade de vida.

Ao buscar um centro unificador, o zen nos convida a fazer esta viagem interior. É excusado dizer que tudo isso vale para todos mas principalmente para mim.

Leonardo Boff é autor de Tempo de Transcendência: o ser humano como projeto infinito, Vozes 2009.

Grupo de trabalho se reúne para discutir criação de portal ambiental

Um Grupo de Trabalho Interministerial começa a trabalhar, nesta quarta-feira (9), a criação de um portal voltado à área ambiental, dentro do sistema de Telecentros - centros públicos com acesso à internet para a inclusão digital, para ajudar a educação de comunidades tradicionais, indígenas, moradores de área de unidades de conservação e comitês de bacia, com a realização de cursos em videoconferências. Fazem parte do GTI os ministérios do Meio ambiente, do Desenvolvimento Agrário, do Desenvolvimento Social, ICMBio e Funai.

O governo federal vai implantar, até o final do ano, três mil novos Telecentros. O MMA quer aproveitar o espaço para consolidar o treinamento da sociedade para participar da gestão ambiental de sua região, como em comitês de bacias, unidades de conservação, manejo comunitário, monitoramento sociambiental.

A expectativa da técnica do Departamento de Educação Ambiental Aida Silva é que o MMA, junto com os parceiros, consiga implantar até mil novos telecentros voltados para a área ambiental. Cada centro receberá dez computadores e uma impressora e contará com um monitor, que serão treinados para trabalhar nos telecentros. O espaço é gratuito e pode ser usado tanto para cursos de qualificação quanto para o lazer.

Até o fim de setembro, o Ministério do Planejamento deverá lançar os editais para instalação de novos telecentros. As unidades vão se somar às cinco mil já existentes. (Fonte: Carlos Américo/ MMA)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

UAKARI


Confira o novo número da revista Uakari.

Plano tenta salvar o que restou do Cerrado


Depois de ter 67% de sua sua área original modificada por assoreamentos, contaminação por agrotóxicos, perda da vegetação original para as monoculturas do agronegócios, o Cerrado brasileiro ganha um plano nacional de combate ao desmatamento. Apesar de necessário, o plano não garante a proteção do bioma ( originalmente ocupava 23% do território brasileiro), se tomarmos como exemplo a floresta amazônica que, apesar de ter um plano desde 2004, vem perdendo terreno para a soja e a pecuária. No caso do Cerrado, ao que parece, a monocultura de soja só não avançou em áreas não agricultáveis por maquinários, devido ao terreno acidentado. Confira matéria sobre sobre o plano.

Rio de Janeiro discute software livre

De 15 a 17 de setembro, a Capital Fluminense recebe mais uma edição do Fórum de Tecnologia em Software Livre, com o objetivo de disseminar plataformas livres e padrões abertos.

O Fórum de Tecnologia em Software Livre é um evento itinerante, que já foi realizado com sucesso em diversas cidades do país. Esta é uma iniciativa do Serpro para integrar instituições públicas, empresas, comunidades e universidades para o debate consciente sobre o uso e filosofia do software livre.

Os três dias de evento são marcados pelo caráter técnico das palestras e mini-cursos. Da programação destacam-se os temas de Ecosistema Ruby on Rails, Creative Commons, Zen of Python, Framework Demoiselle, entre outros. Confira todas as palestras e mini-cursos.

As palestras serão transmitidas pela Internet, através do serviço Assiste - Videostreaming Livre do Serpro. Acesse: http://streaming.serpro.gov.br/ftsl-rjo/ e acompanhe as atividades.
As inscrições para o Fórum são gratuitas, inscreva-se no sítio: http://www.softwarelivre.serpro.gov.br/riodejaneiro.
Loyanne Salles (Serpro - Brasília, 4 de setembro de 2009)

Confira também a matéria "Presidente Lula reafirma opção do governo pelo software livre"

domingo, 6 de setembro de 2009

Manoel de Barros





Desde sempre parece que ele fora preposto a pássaro.
Mas não tinha preparatórios de uma árvore
Pra merecer no seu corpo ternuras de gorjeios.
Ninguém de nós, na verdade, tinha força de fonte.
Ninguém era início de nada.
A gente pintava nas pedras a voz.
E o que dava santidade às nossas palavras era
a canção do ver!
Trabalho nobre aliás mas sem explicação
Tal como costurar sem agulha e sem pano.
Na verdade na verdade
Os passarinhos que botavam primavera nas palavras
.

ONU pede acordo climático rígido e alerta para desastre

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, cobrou nesta quinta-feira (3) mais empenho na negociação do novo tratado climático global, para evitar o que segundo ele seria um desastre econômico caso o nível dos mares suba até 2 metros ao longo deste século.

"Pagaremos um preço elevado se não agirmos," disse ele em uma conferência climática de 155 países em Genebra. "A mudança climática pode provocar um desastre econômico generalizado," afirmou, defendendo um crescimento mais ambientalmente correto para o planeta.

O novo tratado climático, que irá substituir o Protocolo de Kyoto após 2012, está sendo negociado em várias reuniões, para ser aprovado no encontro ministerial de Copenhague em dezembro.

"Até o final deste século, o nível dos mares pode subir entre meio metro e dois metros," disse ele. Isso ameaçaria pequenos países insulares, deltas de rios e cidades como Tóquio, Nova Orleans e Xangai, segundo ele.

A projeção apresentada por ele está acima da previsão de aumento de 18 a 59 centímetros no nível do mar, citada em 2007 por uma comissão de especialistas da ONU. Essas estimativas, no entanto, não incluíam a possibilidade de um degelo mais acelerado da Antártida e da Groenlândia.

Ele disse que as emissões de gases do efeito estufa continuam crescendo rapidamente, apesar das promessas dos governos no sentido de contê-las. "Nosso pé está cravado no acelerador, e estamos rumando para o abismo," disse ele.

"Não podemos nos dar ao luxo de um progresso limitado. Precisamos de um progresso rápido," disse ele, afirmando que já viu os impactos da mudança climática na visita que fez nesta semana à camada de gelo do oceano Ártico na costa da Noruega.

Ban disse esperar que a cúpula de líderes mundiais que ele comandará em 22 de setembro em Nova York dê um novo ímpeto para as negociações com vistas ao tratado de Copenhague.

"O apoio político para a ação climática está crescendo. Mas ainda não com a rapidez suficiente," disse ele a uma plateia que incluía cerca de 20 líderes mundiais, a maioria oriundos de países em desenvolvimento, como Tanzânia, Bangladesh e Moçambique, e ministros de cerca de 80 paises.

Os líderes de países pobres pediram mais ajuda financeira e tecnologias limpas.

O presidente da Etiópia, Girma Woldegiorgise, afirmou que os países africanos estão sendo afetados pela mudança climática apesar de quase não terem contribuído com o problema, já que a maior parte das emissões de gases do efeito estufa é resultado da queima de combustíveis fósseis em nações industrializadas.

Os países em desenvolvimento querem que os países ricos se comprometam com cortes mais profundos até 2020 e que ofereçam mais ajuda. Já os países ricos querem que as nações em desenvolvimento se comprometam com metas mais claras em relação ao clima.

A conferência climática de Genebra, entre 31 de agosto e 4 de setembro, reúne cerca de 1.500 delegados. Ela aprovou formalmente a meta de criar um novo sistema para melhorar o monitoramento e informação sobre o clima, de modo a ajudar amplos setores, como a agricultura e os investidores em energia. (Fonte: Estadão Online, em 03/09/2009)

sábado, 5 de setembro de 2009

'Enquanto não houver uma valorização econômica da floresta
não vamos reduzir o desmatamento'


No final dos anos 1990, já despontando como grande produtor rural do país, o Estado do Mato Grosso começou a investir em programas de regularização de seus proprietários rurais perante as regras ambientais. O principal vetor desta política foi o programa intitulado Sistema de Licenciamento Ambiental de Propriedade Rural (SLAPR), que trazia as ações de desmate de suas propriedades cadastradas em operações legalizadas.

Quase 10 anos depois de sua implantação, vê-se que o sistema, criado para supostamente trazer um bem-estar ambiental, foi usado somente como forma de legitimação da degradação do Estado, sem efetivas medidas para a contenção do modelo de substituição da floresta.

Buscando compreender quais foram os erros e os méritos do sistema e como ele poderia se transformar em uma ferramenta poderosa de gestão, a pesquisadora Andréa Aguiar Azevedo realizou a tese de doutorado "Legitimação da Sustentabilidade". No tratado, Andréa destrincha todo o processo histórico e estatístico do programa.Por Flávio Bonanome, do Amazonia.org.br Confira a entrevista

Flor do destino



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