
Paula Scheidt, do CarbonoBrasil
Lagarto Panay Monitor, das Filipinas, está entre os 293 répteis que entraram na lista de ameaçados neste ano. Foto: Tim Laman/IUCN
Devido a perdas de habitats, a degradação, a super exploração, a poluição e as mudanças climáticas, 36% das 47.677 espécies catalogadas pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) correm o risco de desaparecerem da superfície terrestre. Os novos números sobre o cenário atual de animais e plantas ameaçados foram divulgados nesta terça-feira (3/10) em tom de alerta devido ao ritmo das perdas.
“As evidências científicas de uma crise séria de extinção estão aumentando”, disse a diretora do grupo de Conservação de Biodiversidade da IUCN, Jane Smart.
Os anfíbios são os mais ameaçados, com 1895 (30%) das 6285 espécies conhecidas incluídas na “Lista Vermelha”, como a instituição chama o rol com animais e plantas em risco de extinção. Entre os peixes de água doce, 37% estão ameaçados.
“As criaturas que vivem em água fresca vem por um longo tempo sendo negligenciadas. Neste ano, adicionamos novamente um grande número delas na Lista Vermelha e confirmamos o alto grau de ameaça a muitos animais que vivem em água fresca e plantas”, afirma o vice-diretor do Programa de Espécies da IUCN, Jean-Christophe Vié.
Ele explica que isto reflete o estado das águas, incluindo rios, lagoas e lagos, afetados pela poluição e perda de áreas alagáveis. “Há uma urgência em aumentarmos nossos esforços. Ainda mais importante é começar a usar esta informação com o objetivo de explorar os recursos hídricos de forma inteligente”, alertou.
Entre os mamíferos conhecidos, 21% estão em risco de sumir; entre os pássaros, 14%; entre as plantas, 70%; entre os répteis, 28%, e entre os invertebrados, 35%. Mais de 2,8 mil espécies foram adicionadas na lista deste ano (em 2008 eram 44.838).
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