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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Fundação Telefônica torna global o portal EducaRede


Trata-se de iniciativa inovadora e pioneira pela integração educativa entre nações ibero-americanas. Internautas irão dispor de um conteúdo ampliado e trocar experiências com usuários do portal em outros países.

O EducaRede, portal educativo da Fundação Telefônica voltado para a inovação tecnológica na educação, passa a ser global. O anúncio foi feito em Madri, pelo vice-presidente executivo da instituição na Espanha, Javier Nadal, durante a realização do V Congresso Internacional EducaRede. Com isso, o conteúdo dos portais dos oito países que desenvolvem o programa será unificado, resultando em uma ampliação de perspectiva para seus usuários e em uma iniciativa inovadora.

O EducaRede, cujo objetivo é contribuir para a melhoria da qualidade da educação por meio das Tecnologias de Informação e Comunicação, é desenvolvido na Espanha, Brasil, Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Colômbia e México. No país, foi criado há sete anos e tem atraído um número cada vez maior de educadores, pais e alunos para a interatividade educativa na internet. Na Espanha, o portal existe há 10 anos. Até aqui, o EducaRede era considerado um projeto internacional, que combinava filosofia global com atuação local, composto de portais individualizados por país.

No Brasil, são aproximadamente 200 mil cadastrados e é registrada uma média anual de 2,3 milhões de visitas. No mundo todo, o EducaRede possuía, em 2008, mais de 32 milhões de participantes e aproximadamente 267 mil pessoas registradas em 79 comunidades virtuais que desenvolvem ações de natureza colaborativa. A criação e o desenvolvimento da nova plataforma foi um processo que tomou aproximadamente dois anos, envolvendo estudos, testes e debates entre todos os países envolvidos.

O novo portal unificará a ação das equipes do EducaRede em todo o mundo, dando acesso a conteúdos, ferramentas e serviços, ao mesmo tempo, globais e personalizados. Para o presidente da Fundação Telefônica no Brasil, Sérgio Mindlin, o portal global permitirá uma troca intensa de experiências no âmbito da ibero-américa: “O portal será mais dinâmico e moderno e propiciará uma ampliação extraordinária de visão, uma oportunidade única de integração ibero-americana, já que a realidade de cada país participante será compartilhada, sem que se percam as especificidades locais”, afirma.

Como vai funcionar

Para os usuários brasileiros, a URL do portal continuará a mesma, ou seja, www.educarede.org.br. Até o dia 15 de dezembro, o internauta ainda irá visualizar a homepage do Brasil, onde haverá indicações e links para o conteúdo do portal global. Já a partir dessa data, o usuário passará a entrar diretamente no portal global. Quando o internauta fizer o acesso, será identificado pelo IP, e a home do novo portal se abrirá para o usuário brasileiro em Português.

Os conteúdos dos portais de cada país serão preservados, mas sofrerão uma reclassificação, gerando assim a formatação de um novo menu. Desta forma, a seção “Turbine sua aula”, por exemplo, ficará dentro do ícone “Práticas”. Para localizar as seções, o internauta terá o recurso da busca por palavra-chave ou através do mapa do site. Algumas funções estarão em período de adaptação, mas a previsão é de que toda a migração seja concluída até março. O portal será bilíngüe, com conteúdos traduzidos para o Espanhol e para o Português. O usuário do Brasil – único país com o idioma Português – disporá de uma ferramenta de tradução automática para blogs, chats e fóruns

“O EducaRede continuará sendo um portal para professores, pais e alunos e terá um caráter ainda mais forte no eixo da inovação pedagógica e tecnológica”, antecipa Mindlin. Segundo ele, abre-se a possibilidade, a partir de agora, do desenvolvimento de projetos globais e multipaíses, além das iniciativas locais.

Aliás, alguns dos projetos já em andamento no Brasil passarão a ter caráter global, como acontecerá com a comunidade “Minha Terra”. Neste caso, o aluno brasileiro terá a oportunidade de conhecer não apenas a realidade regional brasileira, mas a de outros países também. O contrário também ocorrerá, ou seja, projetos argentinos ou chilenos, por exemplo, poderão ser desenvolvidos no Brasil. “Propiciar a integração de todas essas iniciativas é um grande avanço e quem ganha com isso são os próprios usuários”, enfatiza o executivo.

Sobre a Fundação Telefônica
Criada em 1999 com o objetivo de coordenar o investimento social do Grupo Telefônica no Brasil, a Fundação Telefônica completa 10 anos de atuação no País. Nesse período, mais de 500 mil pessoas foram beneficiadas direta ou indiretamente com os projetos de desenvolvimento social, que têm como eixos centrais a consolidação dos direitos das crianças e dos adolescentes e a melhoria da qualidade da educação pública. Hoje, seus principais programas são o Pró-Menino e o EducaRede. A Fundação Telefônica mantém ainda os programas Arte & Tecnologia e Voluntários Telefônica.
(Envolverde/Fundação Telefonica)

sábado, 31 de outubro de 2009

Capes testa novo Portal de Periódicos

Ferramenta passou por um ano de aprimoramento. Lançamento oficial será em 11 de novembro

Na manhã desta quinta-feira, 28, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) realizou o pré-lançamento do novo Portal de Periódicos. A ferramenta passou por um ano de aprimoramento e agora está mais interativa, ágil, com acesso facilitado e conteúdo expandido, atendendo a variados perfis de pesquisadores.

O presidente da Capes, Jorge Guimarães, ressaltou o fato de os países mais desenvolvidos não possuírem um portal semelhante. "Possuem alguns com acesso de poucas instituições e para determinadas áreas, mas nada comparado ao Portal de Periódicos." Para ele, o novo instrumento mudará o conceito de biblioteca e contribuirá para o desenvolvimento de cursos de biblioteconomia.

Nova ferramenta

O portal continuará permitindo todas as buscas já existentes, no entanto, agora também estará disponível o sistema de busca integrada, que permite a pesquisa em todas as bases ao mesmo tempo. No antigo sistema era necessário procurar em cada uma separadamente.

O sistema permite várias possibilidades, entre elas, a busca por palavras-chave, títulos, autores, primeira letra do periódico e bases. Outra novidade é a possibilidade de cadastro de senha por usuário. O pesquisador poderá cadastrar seu e-mail e senha na instituição e, dentro do seu perfil, salvar as pesquisas já realizadas. "As inovações são no sentido de dar mais flexibilidade à pesquisa e mais capacidade de gestão das informações acessadas diariamente", garante o presidente da Capes, Jorge Guimarães.

A coordenadora-geral do Portal de Periódicos, Elenara de Almeida, informou que, com o novo sistema, o portal passou de 15.475 periódicos para 21.500, pois agregou novos conteúdos de acesso livre. Ela disse ainda que, em 2010, outros módulos estarão disponíveis, entre eles o de estatísticas. "Hoje, cada editor encaminha seus dados estatísticos. No ano que vem a atualização dos dados será automática", explica.

Outra melhoria apresentada pelo novo portal é o maior uso do idioma português nos menus, janelas e abas de navegação. "Este fato facilita a pesquisa por estudantes que não dominam outro idioma", diz Jorge Guimarães.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Doutorado no Brasil - Evolução ou não em certas áreas prioritárias do conhecimento, artigo de Renato Janine Ribeiro

"Entre uma decisão política de priorizar uma área e um aumento significativo da formação de doutores na mesma transcorram cerca de dez anos"

Renato Janine Ribeiro é professor de ética e filosofia política da Universidade de São Paulo (USP) e ex-diretor de Avaliação da Capes. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":

Fui convidado pelo Center for Innovation and Research in Graduate Education (Cirge) - um centro da Universidade de Washington com o qual colaboro e no qual já publiquei, voltado para o estudo de novas formas de doutorado - a responder a um questionário sobre algumas áreas que eles reputam essenciais para o mundo. Eram tecnologia da informação (TI), saúde, aquecimento global e sustentabilidade. Como vai o doutorado nessas áreas, no Brasil?

Como estas áreas não correspondem exatamente às da Capes, tive de fazer um trabalho por aproximação. O resultado pode interessar, não só a quem frequenta essas áreas, mas a quem deseja ter uma visão de como evoluíram ou involuíram alguns campos do conhecimento, estes anos.

Como operei por proximidade, utilizei as áreas de Ecologia e Interdisciplinar para tratar tanto do aquecimento global quanto da sustentabilidade - embora a segunda área cubra muitos outros assuntos. Ciência da Computação foi a porta para considerar a TI, enquanto Medicina e Saúde Coletiva foram escolhidas, confesso que com certa arbitrariedade, para cobrir o que está mais central no desenvolvimento da saúde.Leia mais no JC.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Cátedra Brasil-África já está instalada

Cerimônia de parceria entre a Federal paraense e a Universidade de Cabo Verde foi marcada na manhã desta quarta pela assinatura do protocolo

Diálogo entre culturas, troca de conhecimentos, estreitamento de relações. Esses são os resultados esperados com o lançamento da Cátedra Brasil-África de Cooperação Internacional, ocorrido na manhã desta quarta-feira, no Centro de Convenções da UFPA. A cerimônia foi marcada pela assinatura do protocolo que formaliza a parceria entre a Federal paraense e a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), localizada no continente africano.

A programação contou com apresentação de grupos culturais e conferência de abertura, ministrada pelo reitor da Uni-CV, Antonio Correia e Silva. A primeira ação concreta da nova Cátedra resultante da parceria entre as duas universidades será a criação do Centro de Documentação Histórica Brasil-África, que terá sede na UFPA, com acervo doado pela UNI-CV. A UFPA é pioneira, no Brasil, a criar uma casa de estudos africanos e a segunda, no País, a criar a Cátedra de Cooperação com o continente, conforme informou Apolinário Alves Filho, coordenador da Casa de Estudos Brasil-África na Instituição. A UFPA já foi, inclusive, procurada pela Universidade de Brasília (UNB) para dividir a experiência da criação da Cátedra.

A UFPA tem, agora, a oportunidade de estabelecer relações de intercâmbio cultural com 53 países africanos, entre eles, Cabo Verde. Para Antonio Correia e Silva, a parceria com a UFPA significa um marco na história dos dois países cooperados, pois, desta vez, a base do contato entre ambos não envolve situações de exploração ou escravidão. “Hoje, vemos surgir, aqui, relações que não se motivam pelo poder ou pela ganância, mas pelo esforço em tornar a educação mais acessível a todos os povos”, afirmou o reitor caboverdiano, que, na ocasião, ministrou a conferência “Cabo Verde: um espaço de charneiras nas relações Brasil-África”.

Segundo o reitor Carlos Maneschy, as novas relações Brasil-África, empreendidas pela UFPA, demonstram o compromisso da Instituição em buscar novos rumos para o crescimento e o reconhecimento internacional. “Esse momento está carregado de simbolismos. Hoje, podemos dizer que nos livramos das amarras que fundamentam nossa história em mitos culturais e visões estereotipadas. O convênio de cooperação, aqui firmado, visa possibilitar a criação de pontes de intercâmbio de conhecimentos sobre as quais poderemos construir um mundo melhor”, destacou. O pró-reitor de relações internacionais da UFPA, professor Flávio Nassar, também esteve presente.

Comemoração – A programação comemorativa pela criação da Cátedra Brasil-África de Cooperação Internacional prossegue até esta sexta-feira, 25, com a exposição fotográfica “Olhares Curiosos”, no hall do Centro de Convenções da UFPA, e a II Mostra de Filmes África-Brasil, no Auditório da Reitoria. Na tarde de hoje, ocorre, ainda, a mesa-redonda “A África na sociedade global: tendências e perspectivas”, às 15h. O evento tem entrada franca. Acesse a programação aqui.
Ascom /UFPA

sábado, 29 de agosto de 2009

Inaugurada rede dedicada a ensino e pesquisa em Cuiabá

28 de Agosto de 2009

Rede Pantaneira levará conexão óptica a seis instituições
A Pantaneira, uma infraestrutura óptica dedicada a conectar instituições de ensino superior (IES) e centros de pesquisa, é parte da iniciativa Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e custeado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

A Pantaneira interliga seis instituições a 1 Gbps, com a perspectiva de ampliar esta velocidade para 10 Gbps. A rede tem 26 km de extensão e os investimentos para sua implementação foram da ordem de R$ 500 mil. Leia mais http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=65687