segunda-feira, 29 de março de 2010

Minerais de sangue em nossos computadores e celulares


Por Sérgio Abranches (*)

A alta tecnologia está ligada à guerra e à barbárie não apenas por meio da indústria de armas. Computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos podem ser parte de uma trágica conexão entre tecnologias avançadas e o sofrimento humano, o trabalho escravo e guerras intermináveis. Parece exagerado?

Basta ler o relatório publicado em 2009 “Faced with a gun, what can you do? War and the militarisation of mining in eastern Congo” (“Diante de um revólver, fazer o quê? Guerra e a militarização da mineração no leste do Congo”) da ONG Global Witness. Ele nos conta sobre os “minerais da guerra” ou “minerais de sangue”, que são amplamente usados na indústria eletrônica. Matérias primas na cadeia de suprimentos dessas indústrias de alta tecnologia podem ser provenientes de várias partes das províncias de Kivu, onde grupos armados e o próprio exército congolês controlam o comércio de cassiterita (minério de estanho), ouro, columbita-tantalita, volframita (tungstênio) e outros minerais. O relatório documenta uma história bilionária de brutalidade, tirania e corrupção. Não é muito diferente do que a maioria de nós sabe sobre diamantes, depois de ter visto o filme “Diamantes de Sangue”, dirigido por Edward Zwick, com Leonardo Di Caprio, Djimon Hounsou, e Jennifer Connely, ou o documentário da National Geographic, Blood Diamond (Diamond of War).

Na sua luta mais ampla para conquistar poder econômico, político e militar, todas as facções guerreiras cometeram os mais horríveis abusos dos direitos humanos, incluindo matança generalizada de civis desarmados, estupros, tortura e pilhagem, recrutamento de soldados infantis para lutar em suas fileiras, e o deslocamento a força de centenas de milhares de pessoas. A atração das riquezas minerais do leste do Congo é um dos fatores que os incentiva. Quando esses minerais chegam a seus destinos finais – os mercados internacionais da Europa, Ásia e América do Norte – sua origem e o sofrimento causado por esse comércio já foram esquecidos há muito.

Esses minerais terminam dentro de produtos avançados de grandes companhias globais, relata a Global Witness:

Muitos dos principais comptoirs – atacadistas baseados em Goma e Bukavu – compram, vendem e exportam minerais produzidos por esses grupos armados ou que os beneficiam. Eles incluem o Groupe Olive, Muyeye, MDM, Panju e outros. O fato de que esses comptoirs sejam licenciados oficialmente e tenham registro junto ao governo congolês serve de cobertura para a lavagem de minerais que estão financiando o conflito. Entre os clientes desses comptoirs estão companhias da Ásia e da Europa, como a Thailand Smelting and Refining Corporation (THAISARCO), a quinta maior produtora de estanho do mundo, propriedade da gigante dos metais britânica Amalgamated Metal Corporation (AMC); a britânica Afrimex; e várias companhias belgas como Trademet e Traxys. Essas empresas vendem minerais a uma gama de processadoras e manufaturas incluindo firmas da indústria eletrônica. Agentes econômicos estão fazendo vista grossa para o impacto de suas atividades. Eles continuam a alegar ignorância sobre a origem de seus suprimentos e se escondem por trás de um amontoado de outras desculpas por não serem capazes de excluir minerais que alimentam a guerra de sua cadeia de suprimentos.

O relatório diz que a cassiterita (minério de estanho) é o mais importante dos minerais de sangue tanto em termos de quantidade, quanto de preço. Ela tem muitos usos como componente na produção de soldas, revestimento de estanho e ligas. Os usuários finais são as indústrias eletrônica e de latas de estanho. Soldas eletrônicas representaram mais de 44% de todo o estanho refinado em 2007. Em 2007 e 2008, diz a Global Witness, a assim chamada República Democrática do Congo respondeu por 5% da produção global de minério de estanho.

Os atacadistas – comptoirs – são, de acordo com a Global Witness, uma parte crítica nessa cadeia de suprimento e exportação de minerais, em um quadro de violência, exploração e degradação humana e ambiental.

“Nós todos acabamos comprando minerais que, de alguma forma, foram produzidos ilegalmente. Vocês não podem apenas nos pedir para parar. Não teríamos outra alternativa se não fechar”, um representante de comptoir disse à Global Witness.

A Global Witness escreveu para perto de 200 empresas, no mundo todo, perguntando sobre suas práticas de comércio na República Democrática do Congo.

Algumas das empresas que responderam à Global Witness afirmaram que estavam comprometidos com a aplicação e o aperfeiçoamento de melhorar suas políticas de auditoria e verificação. Contudo as políticas ou códigos internos de conduta a que eles se referem são bastante genéricos e não incluem salvaguardas específicas contra o comércio de minerais que financiam a guerra.

A visão da Global Witness à época do relatório era que a indústria não tinha um plano coerente para enfrentar a dimensão da guerra no comércio mineral.

A indústria tomou algumas medidas para enfrentar o problema, coordenadas por sua associação, a ITRI – International Tin Research Institute (Instituto Internacional de Pesquisa sobre o Estanho). O Instituto defende que a “Fase 1” de seu projeto, implementada em julho de 2009, foi “um abrangente plano de auditoria e verificação para minérios de estanho exportados da República Democrática do Congo (RDC)”. Ele está agora anunciando a “Fase 2” dessa política, chamada de Iniciativa para a Cadeia de Suprimento do Estanho (iTSCi, na sigla em inglês).

O ITRI diz que a iTSCi representa “o primeiro teste de campo prático concebido para enfrentar as preocupações com os “minerais de conflito” daquela região e demandou comprometimento significativo e financiamento da ordem de US$ 600 mil para ser concebido e poder ser implementado”.

A Fase 2 consiste em um “teste piloto que começará a rastrear minerais e prover informação verificável sobre sua procedência de províncias minerais específicas no leste da RDC; algo que não era possível até agora”.

A iniciativa tem o apoio de um grupo de consumidores finais pesos pesados da indústria eletrônica, como Apple, Dell, HP, IBM, Intel, Lenovo, Microsoft, Motorola, Nokia, Nokia Siemens Networks, Philips, RIM, Sony, Telefônica, Western Digital e Xerox.

Kay Nimmo, Diretor de Sustentabilidade e Assuntos Regulatórios diz que a indústria pode agora, “dar um passo adiante no projeto iTSCi” o qual “demonstra realmente o compromisso do setor de estanho, e agora do tântalo, em encontrar uma solução para essa difícil questão”.

É uma atitude positiva e bem vinda, mas parece ainda uma resposta fraca para um problema tão brutal. A Global Witness reconhece que muitas empresas de mineração e de eletrônica – principalmente TI e celulares – têm políticas claras para sustentabilidade de suas cadeias de suprimento, mas os procedimentos de auditoria e verificação não são adequados à identificação do controle dos paramilitares sobre uma larga fatia do suprimento de minerais.

Um Grupo de Especialistas foi indicado pela ONU em 2004 para examinar a questão e, em 2008, divulgou um relatório recomendando que estados membros da ONU “tomassem medidas apropriadas para garantir que exportadores e consumidores de minerais congoleses sob sua jurisdição conduzissem auditorias e verificações em seus supridores e não aceitassem garantias verbais de compradores sobre a origem de seu produto”.

O plano do ITRI de rastrear minerais e prover informação verificável de procedência pode ser um instrumento importante para a certificação de origem na cadeia de suprimento. Casos similares de bens ilegais entrando no processo de produção de grandes empresas globalmente competitivas mostram que só os consumidores industriais finais têm o poder de impor o cumprimento de regras para limpeza da cadeia de suprimento. Daí a importância do envolvimento de empresas como Apple, Dell, HP, Microsoft, Xerox.

A situação não parece ter mudado muito desde que a Global Witness publicou seu relatório e o ITRI implementou a Fase 1 de seu projeto. Annie Dunnebacke, recém-chegada de uma viagem de campo de um mês ao Congo, relata que:

Por mais de uma década a riqueza mineral do país tem incentivado e fornecido base financeira para que o conflito no Congo continue. A não ser que o governo e doadores internacionais implementem uma estratégia abrangente que elimine de uma vez por todas os motores econômicos desse conflito, a população local continuará a sofrer e o futuro do país continuará ameaçado.

Emilie Serralta, também parte time de campo da Global Witness recém chegado do Congo, acrescenta que a capacidade dos ex-rebeldes de retirar renda das minas significa que eles podem se rearmar, se decidirem que a paz não lhes interessa mais. Esse é perigo particularmente agudo considerando a história dos ex-comandantes de reverter à rebelião quando não conseguem o que querem.

A Global Witness disse, em uma nota de imprensa recente, ter evidência de que companhias do leste do Congo e de Rwanda continuam comprando diretamente das minas militarizadas.

Algumas firmas da indústria se comprometeram no papel a adotar práticas de rastreamento mais preciso na cadeia de suprimento e de compras responsáveis, mas até agora, empresas comprando minerais do leste do Congo não saíram da retórica e não colocaram em prática medidas de auditoria e verificação que tenham credibilidade.

Annie Dunnebacke argumenta, nessa nota de imprensa, que não é suficiente as empresas se apoiarem em promessas ou guias preenchidas por seus supridores. Se as empresas querem evitar serem cúmplices no conflito armado e nos abusos de direitos humanos, têm que fazer investigações para descobrir exatamente de que minas os produtos estão saindo e quem está se beneficiando desse comércio. A informação sobre quem controla que minas é de conhecimento geral nas cidades mercantis do leste do Congo. As empresas comprando minerais das áreas militarizadas não podem alegar ignorância.

Leia a mtéria original no link - http://www.ecopolitica.com.br/2010/03/23/minerais-de-sangue-em-nossos-computadores-e-celulares/.
(Envolverde/Ecopolítica)

Poluição da Ásia roda o mundo pela estratosfera

Fabiano Ávila, CarbonoBrasil/Agências Internacionais

Estudo patrocinado pela NASA demonstra que o fenômeno das monções joga partículas de poluentes dos países asiáticos a até 40 km de altura, onde ficam circulando por anos podendo causar alterações climáticas e danos à camada de ozônio.

O crescimento econômico desenfreado de países como China, Índia e Indonésia tem como um de seus fatores negativos a grande poluição resultante da expansão industrial e do aumento da frota de veículos. Até aí alguém poderia pensar que isso é um problema deles e que os seus próprios governos deveriam tomar atitudes para resolver a situação. Mas um estudo publicado na última semana na revista Science comprovou o que já era uma crença entre cientistas e ambientalistas: a poluição atmosférica da Ásia circula todo o planeta.

A descoberta envolve o fenômeno das monções, ventos sazonais acompanhados de chuvas fortes que acontecem principalmente no sudeste asiático. Pesquisadores do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica (NCAR), com o apoio da NASA, conseguiram demonstrar que as monções carregam as partículas poluidoras produzidas na Ásia para a estratosfera e que esses poluentes ficam em suspensão viajando pelo globo por vários anos até que finalmente descem para camadas mais baixas da atmosfera ou são dispersos.

“A monção é um dos sistemas de circulação mais poderosos do planeta e se forma bem onde existe uma grande concentração de poluentes. Com isso, o fenômeno age como uma avenida para a poluição chegar até a estratosfera”, explicou Willian Randel, principal autor do estudo “Monção Asiática Transporta Poluição para a Estratosfera” (”Asian Monsoon Transport of Pollution to the Stratosphere”).

Utilizando imagens de satélites e modelos computacionais, os pesquisadores conseguiram identificar os padrões de circulação atmosférica associados às monções. Para isolar apenas a atividade do fenômeno, os cientistas mapearam a presença de cianeto de hidrogênio, elemento produzido principalmente pela queima de vegetação. Dessa forma, foi possível acompanhar durante a época de queimadas no sudeste da Ásia como essas particulas eram impulsionadas pelas monções para a estratosfera e depois mapear sua viagem pelo mundo.

Além do cianeto de hidrogênio, partículas de carbono negro, dióxido sulfúrico, óxidos nitrogenados e outros poluentes também acabam chegando à estratosfera

“Já se suspeitava desse papel da monção, mas agora mostramos como isso realmente acontece”, afirmou o professor Peter Bernath, da Universidade de York, na Inglaterra.

O estudo sugere ainda que o impacto dos poluentes da Ásia na estratosfera deve aumentar nas próximas décadas por causa do rápido crescimento industrial da região. Além disso, as mudanças climáticas podem alterar em breve o comportamento das monções, apesar de ainda não estar claro se o fenômeno ficará mais intenso ou mais ameno.

Segundo os pesquisadores, mais estudos devem ser realizados para conhecer todos os possíveis efeitos dos poluentes na estratosfera. Mas já se sabe, por exemplo, que eles podem se transformar em aerossóis, que são nocivos para a camada de ozôni, e também que devem ter impacto no clima do planeta, ao impedir a passagem de raios solares.

Mas uma conclusão é fácil de ser percebida, a da necessidade de leis globais para controlar as emissões de poluentes. A ciência cada dia mais reforça as teorias que afirmam que tudo no meio ambiente está interligado e cada novo estudo deveria ser encarado como mais um motivo para legislações e acordos internacionais mais rígidos.

(CarbonoBrasil)

sexta-feira, 26 de março de 2010

A história da água engarrafada



Annie Leonard, a produtora de A História das Coisas e A História do Cap and Trade, lançou no Dia Mundial da Água o seu novo documentário: The Story of Bottled Water (ou, em tradução livre, A História da Água Engarrafada).

O vídeo, com duração de oito minutos, questiona a falta de consciência ecológica dos cidadãos que compram garrafas de água enquanto poderiam beber água tratada. Annie também apresenta o dano que essa prática causa ao planeta, como o aumento da poluição e o mal uso de dinheiro.
Os argumentos do documentário estão baseados em:

pesquisas científicas comprovam que água em garrafa muitas vezes tem menor qualidade do que a filtrada;
testes de opinião pública mostram a água tratada como de “gosto mais puro” que a mineral;
a água armazenada em garrafas plásticas pode custar até 2 mil vezes mais que a tratada.
O vídeo mostra que tudo isso só acontece porque as empresas que “fabricam” a água engarrafada precisam continuar crescendo, então eles investem em propagandas que moldem a atitude das pessoas em relação ao consumo de água. Por consequência, fazem uma imagem negativa da água filtrada.

“Elas dizem que a água tratada não é pura, seduzem o cliente com uma imagem de água de ‘fonte limpa e bem cuidada’ e, além disso, as águas engarrafadas são constantemente associadas a pessoas de boa condição financeira”, são outros argumentos de Annie.

Outro dado alarmante é o da poluição. O “lixo” resultado da indústria de garrafas de plástico é grande suficiente para dar cinco voltas redor do mundo. A indústria da água polui tanto quanto qualquer outra - gasta energia, transporte e ainda produz lixo que nem sempre é reciclado. Annie completa que, geralmente, as garrafas plásticas vão para lixões ou são enceneradas, muito raro, são recicladas.

Como solução para o problema, o vídeo estimula os cidadãos a dizerem não para a água engarrafada e a encorajarem os políticos a investirem em tratamento de água e prevenção da poluição dos rios. Ele incentiva do uso de bebedouros e o boicote às garrafas de água nas escolas, nas organizações e em toda a cidade.

Água engarrafada é desperdício de dinheiro

Mas Annie também traz estatísticas confortantes. Ela informa uma diminuição no índice de uso de águas engarrafadas - dados comprovam que restaurantes se preocupam mais com a venda de garrafas de água e que muitos consumidores usam a garrafa apenas como refil, enchendo-as com água tratada todo o tempo, pois escolheram poupar o dinheiro da compra.

O vídeo termina com a seguinte afirmativa: “carregar uma garrafa de água é tão ruim quanto uma grávida fumar cigarro”. E conclui: “Nós não vamos mais seguir as demandas do mercado, vamos escolher as nossa próprias demandas,e a nossa demanda será: água limpa e segura para todos”.

* Projeto do Instituto Ecodesenvolvimento
Mercado Ético

Futuro conjunto

Veja a cobertura completa do V Fórum Urbano Mundial


A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou hoje (26) uma Campanha Urbana Mundial em prol da criação de cidades mais sustentáveis. A iniciativa foi tomada pela ONU em parceria com diversas entidades a partir da constatação de que o mundo precisa se unir para lidar com os problemas trazidos pelas mudanças climáticas, como a intensificação de desastres naturais, com as freqüentes crises energéticas e alimentares que vários países hoje vivenciam e com a constatação de que as cidades são agentes e vítimas de tais problemas. O lançamento da iniciativa foi feito durante o 5º Fórum Urbano Mundial, realizado segunda até hoje na capital carioca.

A idéia da campanha é unir cidades em todo o mundo – não só por meio dos governos, mas também da sociedade civil organizada e setores produtivos – na troca de experiência, tecnologias e recursos para a construção de cidades resilientes, isto é, capazes de se adaptar às mudanças climáticas e mitigar seus efeitos, além dos desafios sociais. A campanha será coordenada pelo programa da ONU para habitação, a ONU-Habitat.A idéia da ONU é começar a campanha com a adesão de 100 cidades.

Clique aqui para visitar site da iniciativa das 100 cidades

Além desta iniciativa, a Campanha Urbana Mundial também vai disponibilizar na internet uma base de dados de boas políticas de atuação e um catálogo de métodos e ferramentas de gestão a serem aplicadas para a criação de cidades mais sustentáveis, além de realizar encontros, estimular estudos e concursos sobre os temas urbanos.

“A tarefa que temos diante de nós é imensa, mas trata-se de um trabalho que deveríamos ter feito ontem. Trabalharemos para a aceitação universal de que o mundo se tornou urbano”, disse a diretora-executiva da ONU-Habitat, Anna Tibaijuka, durante o encerramento do evento.

Resultados múltiplos

O lançamento da campanha foi apenas um dos vários resultados do 5º Fórum Urbano Mundial. Durante os cinco dias de evento, outros compromissos foram firmados, principalmente entre os setores publico e privado. O comprometimento da multinacional The Coca-Cola Company para o fornecimento de recursos para tratamento de água e esgoto em países da Ásia, África e América do Sul, e a parceria entre a GE e o governo brasileiro para a instalação de sistemas de iluminação mais eficientes durante a Copa do Mundo em 2014 foram alguns deles.

Mas, segundo participantes, o principal resultado foi a constatação de que os problemas são muito similares entre os países e que, apesar das diferenças estruturais, as soluções podem ser adaptadas, como a adoção de telhados verdes para aumentar o conforto térmico nas casas e o uso de produtos eficientes até políticas para a criação de cidades de baixo impacto.

Estrutura falha

Apesar dos bons resultados, o governo brasileiro demorou muito para liberar o recurso que seria usado no evento – o que aconteceu só no dia 23 de fevereiro – obrigando a empresa responsável pela organização fazer tudo em apenas um mês.

Todos os participantes sofreram as conseqüências. Uma falha na construção do telhado que ia do limite do teto dos armazéns onde foram realizados os encontros até a beira do cais impossibilitou a circulação do ar, fazendo com que o único local de passagem entre os armazéns se tornasse uma verdadeira estufa. Na segunda-feira, dia de grande calor no Rio de Janeiro, centenas de pessoas tiveram de ser socorridas, a maioria da equipe de trabalho, segundo um dos médicos que fizeram parte da equipe de atendimento.

Para Haidara Abdou Barakou, participante do Niger, o transporte é que deixou a desejar. “Quando chegamos no aeroporto não havia ninguém para nos recepcionar e do hotel para o local do evento era terrível”, disse.O ECO/Cristiane Prizibisczki

WWF: Fotografe a sua Hora do Planeta




Amanhã, dia 27 de março, às 20:30h todos vão apagar as luzes durante a Hora do Planeta. E você pode registrar este momento. Fotografe e filme seu bairro, sua casa e seus amigos e poste no flickr ou no
Youtube
com a tag #horadoplaneta. Suas fotos e vídeos vão aparecer na home do site
Hora do Planeta
Participe!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Copa do Mundo deixará “elefantes brancos”, diz pesquisador

Isabela Vieira, da Agência Brasil

O Brasil enfrentará desafios estruturais para a realização da Copa do Mundo de 2014. De acordo com o geógrafo da Universidade Federal Fluminense (UFF), Christopher Gaffney, o país caminha para a construção de elefantes brancos e demonstra falta de planejamento e de transparência nos gastos públicos. As informações constam de estudo apresentado na terça-feira (23/3), durante o Fórum Social Urbano (FSU).

Segundo a pesquisa, não há controle nos gastos com a construção ou a recuperação de estádios das 12 cidades que receberão as competições. Ainda de acordo com o pesquisador, como o governo não conseguiu apoio da iniciativa privada para construção das arenas, que devem ter capacidade para 50 mil pessoas, fará aportes por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que destina R$ 4,8 bilhões para Copa do Mundo, sendo R$ 400 mil para cada município.

Gaffney disse também que a aplicação de dinheiro não conta com mecanismos de acompanhamento social e os orçamentos para reforma de três arenas foram extrapolados em menos de nove meses. Como exemplo, a pesquisa cita o Maracanã, no Rio, cujo orçamento inicial passou de R$ 500 milhões para R$ 600 milhões de 2009 para 2010, o Estádio do Morumbi, em São Paulo, que passou de R$ 136 milhões para R$ 240 milhões e do Estádio da Fonte Nova, em Salvador, de R$ 400 milhões para R$ 591 milhões.

O estudo questiona ainda o retorno dos investimentos governamentais na Copa, que também incluem infraestrutura urbana, transporte e benefícios fiscais. Gaffney estima que apenas para o retorno dos gastos com os estádios a ocupação das arenas deverá ser quadruplicada em relação a atual, embora os torcedores devam pagar mais pelos ingressos. Os preços passarão de R$ 20 e R$ 30 para R$ 45 e R$ 60.

“Vai ter que arranjar torcedor disposto a pagar o dobro. Isso porque têm cidades do Norte e Nordeste que não tem tradição futebolística para lotar os estádios, como foi dito aqui e isso vai ser difícil depois da Copa. Ou seja, esses estádios devem acabar se tornando uma coisa que a gente conhece bem: os elefantes brancos”, afirmou o geógrafo, em referência a obras sem função social, com elevado custo de manutenção.

A pesquisa da UFF também chama atenção para o deslocamento dos torcedores no país durante a competição e alerta para o desafio da implementação de melhorias no transporte. “Não há uma estrutura ferroviária ligando o país e o próprio presidente da CBF reconheceu que o problema para a Copa são os aeroportos”, afirmou. Segundo o geógrafo, os R$ 6 bilhões anunciados pelo governo federal para os aeroportos são insuficientes.

(Agência Brasil)

Belo Monte
BNDES é notificado sobre co-responsabilidade de impactos da usina

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já se dispôs a ser o maior financiador da hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu, em Altamira, no Pará, será advertido da co-responsabilidade pelos impactos da obra, que assumirá com a efetivação do empréstimo. Nesta quarta-feira (24/3), às 11h, integrantes de movimentos sociais e ONGs, além de representantes das populações indígenas e ribeirinhas de Altamira, realizam uma manifestação criativa em frente à sede do BNDES, para acompanhar a entrega da notificação à direção do banco.

Hoje os movimentos sociais de Altamira, com apoio de organizações nacionais, entregam ao BNDES uma notificação extrajudicial que adverte o banco sobre a fragilidade da licença ambiental expedida pelo Ibama. De acordo com o instrumento jurídico, a licença não oferece nenhuma garantia de que a obra é viável do ponto de vista socioambiental, uma vez que a avaliação técnica do órgão, que afirmou que “não há elementos suficientes para atestar a viabilidade ambiental do empreendimento”, foi desconsiderada no ato do licenciamento. Nesse sentido, o financiamento pelo banco seria ilegal, e se a obra vier a ser construída, ele será, de acordo com a legislação brasileira, responsabilizado pelos prejuízos socioambientais que não foram previstos.

Segundo a notificação, se os eventos danosos anunciados nos pareceres técnicos do Ibama vierem efetivamente a ocorrer, o BNDES seria passível de ser cobrado por todos os custos decorrentes dos impactos sobre a fauna, flora e pessoas da região, quaisquer que sejam os seus valores, e inclusive aqueles que são impossíveis de se valorar.

A notificação também aponta que, como gestor de recursos públicos, e comprometido, conforme seu estatuto social, a realizar “exame técnico e econômico-financeiro de empreendimento, projeto ou plano de negócio, incluindo a avaliação de suas implicações sociais e ambientais” para aprovar qualquer transação financeira, o BNDES tem o dever de considerar todas as variáveis que envolvem a obra.

Impactos de Belo Monte

A notificação destaca o atropelo com que o Ibama concedeu a licença prévia de Belo Monte, desconsiderando as observações da equipe que fez o Parecer Técnico 06/2010, que não aceitava a solução proposta para alguns dos impactos socioambientais que afetarão a região.

Um dos importantes impactos que não foi considerado diz respeito à qualidade da água. Estudo realizado por especialistas da Universidade de Brasília (UnB), a pedido do Ibama, e entregue poucos dias antes da emissão da licença, afirma que a modelagem utilizada no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é equivocada e insuficiente para fazer prognósticos futuros de como ficará a qualidade da água. Afirma também que, ao contrário do que diz o estudo elaborado pela Eletrobrás, é alta a probabilidade de que a água ao longo de 144 km do rio Xingu fique “podre” (eutrofizada) e abaixo dos parâmetros mínimos exigidos pela Resolução 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), o que deveria impedir a expedição da licença.

Outro ponto importante diz respeito aos impactos na região da Volta Grande do rio Xingu, um trecho de mais de 100 km de rio, onde moram centenas de famílias, e que viverá uma “eterna seca” caso a obra seja construída, pois grande parte da água do rio será desviada para os canais a serem construídos. O problema é que a licença contrariou a decisão da equipe técnica do Ibama, que afirma que a quantidade de água que a Eletrobrás propõe liberar para esse trecho - e que foi aceita pela diretoria do órgão - é insuficiente para manter o modo de vida dessas pessoas, pois, com as alterações profundas no ciclo natural, não haveria mais como pescar ou navegar.

Além do BNDES, todos os demais financiadores também deverão ser notificados.
CIMI

quarta-feira, 24 de março de 2010

O mundo não vai acabar

Artigo de Marcelo Gleiser

"Certamente, os maias não sabiam nada sobre a fusão nuclear"

Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA) e autor do livro "Criação Imperfeita". Artigo publicado na "Folha de SP":

O ataque é constante, um dilúvio de cataclismos horrendos que marcam o fim do mundo: tudo isso ocorrendo no dia 21 de dezembro de 2012 (ou será no dia 23?). Pelo mundo afora, milhões de pessoas escrevem em blogs, rezam, formam grupos e portais de "informação", acreditando que essas previsões sejam diversas do "bug do milênio" (alguém se lembra?) ou de centenas de outras profecias apocalípticas que falharam e que as pessoas têm uma incrível habilidade de esquecer.

Gostaria de contra-atacar essa onda de medos apocalípticos usando, sim, a luz da ciência e da razão. Mesmo que muitas dessas previsões sejam supostamente baseadas em ciência, a verdade é que não são. Se fossem, deveríamos levá-las a sério (o Sol, é verdade, explodirá em 5 bilhões de anos).

1) Fim do calendário maia: Deixando de lado o fato de que os maias não tinham como prever o fim do mundo, vamos examinar a "evidência" que mostra a relação entre o fim do calendário deles e o fim do mundo.

Os especialistas Linda Schele e David Freidel encontraram referências a eventos ocorrendo muito após o fim do calendário. Outros afirmam que a noção judaico-cristã de apocalipse não fazia parte da cultura maia. A fonte da profecia vem de um local no México chamado Tortuguero.

Especialistas mal conseguem decifrar os fragmentos encontrados lá: "O décimo terceiro [b'ak'tun] termina (no) 4 Ajaw, o 3º do Uniiw [3 K'ank'in]. Preto...ocorrerá. (Será) a queda (?) de Bolon Yookte" K'uh ao grande (ou vermelho?)..." Desse fragmento a uma previsão do fim do mundo baseada no profundo conhecimento cósmico dos maias é um salto vergonhoso.

2) Alinhamento galáctico: Alguns afirmam que os maias sabiam do alinhamento periódico entre o Sol, a Terra e o centro da nossa galáxia. Afirmam também que esse alinhamento causará o fim do mundo. A verdade é que esse alinhamento aproximado ocorre todo mês de dezembro. E a Terra sobrevive há mais de 4 bilhões de anos! Mesmo que todos os planetas se alinhassem -o que não ocorrerá em 2012 ou nas próximas décadas-, o efeito sobre a Terra seria desprezível.

Lembre-se de que a força da gravidade cai em proporção ao quadrado da distância. Se somarmos todas as massas dos planetas, obtemos em torno de 450 massas da Terra. O Sol, sozinho, tem uma massa 332 mil vezes maior do que a da Terra! Ou seja, a perturbação causada pelos planetas ou pelo centro galáctico é irrelevante.

3) Planeta Nibiru (ou Planeta X): Supostamente, os sumérios sabiam de um planeta que vai colidir com a Terra em 2012. Acontece que esse planeta simplesmente não existe! Se existisse, teria já sido detectado por astrônomos. Se fosse colidir com a Terra em 2012, seria visível a olho nu. Um objeto dessa magnitude causaria (pequenas) perturbações em outros planetas e asteroides facilmente detectáveis.

4) Tempestade solar: O Sol tem um ciclo de atividade de 11 anos e o próximo máximo ocorre entre 2012 e 2014. Plasma lançado da sua superfície pode atingir a Terra, causando auroras em altas latitudes. Alguns distúrbios mais violentos podem danificar satélites e causar apagões. O Sol poderia nos causar problemas sérios, mas não há previsão de que isso vá ocorrer em 2012 ou nos próximos milhões de anos.

Certamente, os maias não sabiam nada sobre a fusão nuclear.

Esse frenesi todo é irracional, promulgado por alguns setores dos meios de comunicação e oportunistas. Quem escolhe acreditar nisso está fechando os olhos para 400 anos de ciência, preferindo viver escravizado por medos que pertencem à Idade Média.
(Folha de SP/Jciência)

terça-feira, 23 de março de 2010

O MAPA DOS PESADELOS
Lideranças partidárias deturpam o Zoneamento Socioeconômico e Ecológico de Mato Grosso (ZSEE/MT)

Na calada da noite, deputados estaduais mato-grossenses distorcem o projeto de lei que institui ZSEE/MT e propõem um modelo de desenvolvimento, ultrapassado, excludente, ecologicamente inviável e socialmente equivocado.

As redes socioambientais: REMTEA, FLEC e FORMAD, integrantes do Grupo de Trabalho de Mobilização Social (GTMS), e as entidades que assinam este documento, se posicionam frontalmente contra o conteúdo do substitutivo do Zoneamento Socioeconômico Ecológico – ZSEE/MT, que surgiu da manga das ditas lideranças partidárias da Assembléia Legislativa e não respeitou o processo de elaboração do ZSEE/MT estabelecido pelo decreto federal nº4297 de 10 de julho de 2002, alterado pelo Decreto Federal nº6288/2007.

A proposta resulta em uma alteração prejudicial das características e definição das áreas e usos, desconsiderando um diagnóstico ecológico, econômico e social embasado por mais de 20 anos de trabalho da equipe técnica do Executivo, que posteriormente passou por um processo de participação e mobilização social por todo o Estado de Mato Grosso. O projeto apresentado pelo deputado Dilceu Dal Bosco representa uma posição unilateral de um setor econômico específico do Estado em detrimento de outros igualmente importantes para a economia.

Desta forma, refutamos várias diretrizes e alterações propostas nesse novo documento por sua total falta de respaldo popular, legal e técnico. Destacamos a seguir alguns pontos críticos do documento:

· Exclusão de 14 Terras Indígenas em processo de homologação e de demarcação em curso. As lideranças partidárias estaduais erram ao avançar sobre um assunto de competência federal;
· Exclusão de 9 áreas propostas para Unidades de Conservação, além de outras 3 que tiveram suas áreas muito reduzidas. A redução destas áreas corresponde a 73% das áreas propostas para criação de Unidades de Conservação presente no primeiro substitutivo, resultado das audiências públicas.
· Flexibilização de reserva legal em todo o estado inclusive nos ambientes florestais, de áreas frágeis, e nos pantanais do Araguaia e do Guaporé, sem critérios claros e embasados, o que invalida esta proposição do ponto de vista legal
· Redução de 34% da área de floresta que foram destinadas para uso mais intensivo. Isso significa desconsiderar a relevância e potencial da economia de base florestal no Estado.
· Exclusão de áreas de necessidade de proteção aos recursos hídricos, como as cabeceiras dos rios Xingu e Teles Pires também perdeu área para o uso mais intensivo. No total a expansão da categoria consolidada avançou em cerca de 70% sobre as subcategorias de proteção aos recursos hídricos e florestas o que demonstra total desconsideração sobre os estudos que estabeleceram os limites ecológicos destas áreas.
· Exclusão de políticas específicas destinadas à agricultura familiar ao excluir do documento a expressão pequenos produtores. A intenção de eliminar as políticas específicas destinadas à agricultura familiar em grandes regiões do estado é injustificável dada a relevância deste segmento para a segurança alimentar.
· A permissão de plantio da cana-de-açúcar e produção sucroalcooleira para os Biomas do Cerrado e Amazônia de Mato Grosso não estão liberadas pelo Decreto Federal do Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar (Decreto nº 6.961, de 17 de setembro de 2009). Este é um dos exemplos, que a proposta evidencia falta de embasamento técnico e jurídico e incompatibilidade com a legislação federal.

O substitutivo das lideranças partidárias em questão é apresentado de maneira ilegítima, sem um estudo sério e transparência, num processo autoritário e antidemocrático, que representa, assim, um total descaso com a participação da sociedade nas audiências públicas da própria Assembléia Legislativa.

Mesmo com ressalvas, as entidades que abaixo assinam e reconhecem o documento do primeiro substitutivo que tramita na Comissão do Zoneamento da AL como válido para início da negociação, pois o mesmo atende os passos recomendados no processo de elaboração e consulta do zoneamento.

Reafirmamos nosso compromisso na aprovação do ZSEE/MT que considere as potencialidades naturais e a grande diversidade social de Mato Grosso, afinal, este instrumento de política pública é que direcionará sustentabilidade do Estado de Mato Grosso de maneira mais justa tanto ambientalmente, quanto socialmente.
Assim posto, assinam esse documento:

GTMS - Grupo de Trabalho de Mobilização SocialL
FLEC – Fórum de Lutas das entidades de Cáceres
FORMAD - Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento
REMTEA – Rede Mato-grossense de Educação Ambiental
A.A.A.V - Associação Amigos da Amazônia Viva
ADUNEMAT – Associação dos docentes da UNEMAT
ARPA – Associação Rondonopolitana de Proteção Ambiental
Associação das Mulheres Araras do Pantanal
AXA -Articulação Xingu AraguaiaCBFJ - Centro Burnier Fé e Justiça
CTA de Pontes e Lacerda - Centro de Tecnologia Alternativa
CIEA-MT - Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental de Mato Grosso
CIMI – Conselho Indigenista Missionário
CJMT – Coletivo Jovem de Meio Ambiente Mato Grosso
CPT/Araguaia - Comissão Pastoral da Terra
FASE/MT - Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional
GPEA / UFMT - Grupo Pesquisador em Educação Ambiental
Grupo Cultural e Ambiental Raízes
ICV - Instituto Centro de Vida
Instituto Caracol
Instituto Gaia
MAIWU - Instituto Indígena Maiwu de Estudos e Pesquisa de Mato Grosso
MST/MT – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra de Mato Grosso
OPAN - Operação Amazônia Nativa
REMSOL - Rede Mato-grossense de Educação e socioeconomia solidária
Revista Sina

Aos Senhores deputados:
Adalto Filho (deputadodaltinho@al.mt.gov.br);
Airton Rondina Luiz (airtonportugues@al.mt.gov.br);
Alexandre Luis Cesar (alexandrecesar@al.mt.gov.br);
Antônio Severino Brito (dep.antoniobrito@al.mt.gov.br);
Carlos Azambuja (drantonioazambuja@al.mt.gov.br);
Dilceu Dal Bosco (dilceu@al.mt.gov.br);
Flávio Gomes da Silva (depflaviogomes@al.mt.gov.br);
Francisca Nunes (depchicanunes@gmail.com);
Gilmar Donizete Fabris (fabris@al.mt.gov.br);
Guilherme Maluf (guilhermemaluf@al.mt.gov.br);
J. Barreto (jbarreto@al.mt.gov.br);
Jeferson Wagner (dep.wagner.ramos@al.mt.gov.br);
José Domingos (josedomingos@al.mt.gov.br);
José Geraldo Riva (riva@al.mt.gov.br);
Mauro Savi (maurosavi@al.mt.gov.br);
Nilson Santos (depnilsantos@.al.mt.gov.br);
Otaviano Pivetta (otavianopivetta@al.mt.gov.br);
Pedro Inácio Wiegert (pedrosatélite@al.mt.gov.br);
Percival Muniz (percivalmuniz@al.mt.gov.br);
Sebastião Rezende (sebastiaorezende@al.mt.gov.br);
Sérgio Ricardo (sergioricardo@al.mt.gov.br);
Vilma Moreira dos Santos (vilmamoreira@al.mt.gov.br).

Município bahiano recebe prêmio da ONU por Programa de Coleta Seletiva



Como não poderia deixar de ser, publico uma notícia que muito me honra: a minha cidade natal, Caculé (Ba), é exemplo na coleta seletiva, motivo pelo qual recebe o Prêmio ODM Brasil, como forma de reconhecido do Governo Federal e das Nações Unidas.

Solenidade de premiação será transmitida ao vivo pelo site www.odmbrasil.org.br

No dia 24 de março, a coordenação do Prêmio ODM Brasil, composto pela Secretaria-geral da Presidência da República, pelo Programa das Nações Unidas e pelo Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, vai realizar a solenidade de premiação da 3ª edição do Prêmio, momento em que a Prefeitura de Caculé será reconhecida pelo Programa da Coleta Seletiva de Materiais Recicláveis. O evento será a partir das 16h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF) e será transmitido ao vivo pelo site www.odmbrasil.org.br
.

A Coleta Seletiva de Caculé é uma das práticas vencedoras por contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, demonstrando o comprometimento do Governo Municipal e de toda população com o desenvolvimento sustentável. O Prêmio ODM Brasil é um reconhecimento que orgulha Caculé e a Cooperativa Catando a Vida, um programa sócio-ambiental, que gera renda para muitas famílias e contribui com a preservação do meio ambiente.
ODM Brasil