sábado, 3 de outubro de 2009

Perigo de novos conflitos por causa da mudança climática


Por Ron Corben, da IPS

Bangcoc, 02/10/2009 – Enquanto fenômenos meteorológicos extremos exacerbam a escassez de água e alimentos na Ásia, cresce a preocupação por novos conflitos que a mudança climática pode desatar. Inundações e secas das últimas semanas conferem um clima de urgência à 15ª Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, que acontecerá de 7 a 18 de dezembro em Copenhague. O objetivo desta reunião é chegar a um novo acordo obrigatório de redução de emissões contaminantes para suceder o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.A combinação do aumento de preço dos alimentos, a escassez de água e os problemas.

A combinação do aumento de preço dos alimentos, a escassez de água e os problemas de acesso à terra se somam às pressões sociais, disse Mark Rosegrant, diretor do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares, com sede em Washington. Rosegrant se referia ao fantasma da instabilidade, ao falar na reunião que acontece em Bangcoc, desde segunda-feira até o próximo dia 9, penúltima instância de debate rumo à Copenhague. A última será entre 2 e 6 de novembro em Barcelona. “Será em enfrentamento entre vizinhos”, acrescentou. Na medida em que o meio ambiente deteriora, pode haver uma “deterioração social muito significativa, e também um relaxamento dos vínculos sociais”, acrescentou.Leia mais na Envolverde

Como o desenvolvimento sustentável funciona na prática

Paula Scheidt, do CarbonoBrasil

Respeitando as características da região Amazônia, é possível alinhar modelos de desenvolvimento que integrem as questões ambientais e, ao mesmo tempo, gerem renda, defende a engenheira florestal Mariana Nogueira Pavan, do Programa Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (IDESAM).

Mariana integra a equipe técnica responsável pelo primeiro projeto de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) brasileiro, o Projeto Juma, que também foi o primeiro do mundo a receber a nota máxima (Status Ouro) do padrão CCB - Climate, Community and Biodiversity, para projetos de carbono.
Leia mais

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Os vícios de um sistema parasitário


Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “o capitalismo é, substancialmente, um sistema parasitário”. “Como todos os parasitas, ele pode prosperar por um certo período quando encontra um organismo ainda não explorado do qual se nutre. Mas não pode fazer isso sem danificar o hospedeiro, destruindo as condições da sua prosperidade ou até da sua sobrevivência”, afirma.

O artigo, publicado no jornal La Repubblica, 30-09-2009, é um trecho do novo livro do autor publicado na Itália, intitulado “Capitalismo parassitario” [Capitalismo parasitário] (Ed. Laterza, 66 páginas). A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Leia mais no Mercado Ético

USP desenvolve pele artificial para evitar testes com animais


MAURÍCIO KANNO
colaboração para a Folha Online

Um laboratório da USP desenvolveu uma pele artificial que pode substituir testes de cosméticos em animais e ajudar também em sua redução nos testes farmacológicos.

Agora, as pesquisadoras estão em fase de contatos com empresas para viabilizar o financiamento da utilização do modelo desenvolvido, apesar de ele já estar pronto há cerca de um ano.

Vote na enquete:"Você é a favor da interrupção do uso de animais em testes?"

De acordo com a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Silvya Stuchi, responsável pela pesquisa, já existem outros modelos de pele artificial sendo utilizados nos Estados Unidos e Europa. No entanto, há dificuldades de transporte e importação, já que é um material vivo e sensível.

Assim, quando há a demanda de não usar animais no Brasil --ou pelo menos usar menos--, o que acaba acontecendo é o envio dos princípios ativos dos cosméticos para testes no exterior. O problema é que a indústria brasileira gasta muito para fazer testes em outros países.

"Desenvolvemos uma estrutura de pele completa, com três elementos", diz Stuchi. "o melanócito, responsável pela pigmentação; o queratinócito, responsável pela proteção; e o fibroblasto, segunda camada", explica ela.
Leia mais

Sobre o neo-ambientalismo liberal

As restrições de Fernando Gabeira ao marco regulatório do pré-sal exalam o passado de um neoliberalismo desautorizado pela crise de 2008. Pelo que se intui das intervenções do deputado, em recente debate, a segurança ambiental na exploração das novas jazidas seria mais consistente se entregue às mãos (invisíveis) da livre concorrência, e não às da Petrobras. Associar o equilíbrio da sociedade e do planeta aos livres mercados é pura reciclagem do ideário neoclássico ao discurso ardiloso de um neo-ambientalismo liberal ontologicamente fraudulento. O artigo é de Saul Leblon.

Saul Leblon/Carta Maior

1. Há verdes que envelhecem antes de dar frutos. Depressa baldeiam do conservacionismo para o conservadorismo.

2. O fato de terem sido ultrapassados eleitoralmente pelo recém criado partido da Esquerda alemã – naquele que foi o palco privilegiado de flerte ambientalista com o figurino da 'renovação política' - evidencia uma expressiva tendência à decrepitude precoce.

3. As colocações do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) no debate "O Futuro do Pré-Sal II", promovido recentemente pelo jornal Estado de São Paulo, com a participação do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, reforçam essa percepção de uma falsa promessa de futuro.

4. As restrições de Gabeira ao marco regulatório do pré-sal exalam o passado de um neoliberalismo desautorizado pela crise de 2008. Desautorizado até mesmo, justiça seja feita, por ambientalistas consequentes que reivindicam planejamento e limites à predação do planeta pelo capital, algo naturalmente improvável sob o regime do vale-tudo dos mercados livres.
Leia mais

Forças Armadas para frear o desmatamento

Maranhão e Rondônia vão contar com a ajuda da Força Nacional para frear o desmatamento

Brasília - As autoridades brasileiras resolveram intensificar a fiscalização contra o desmatamento. O Ministério da Justiça autorizou o emprego da Força Nacional de Segurança Pública nas operações de combate ao desmatamento ilegal, em áreas de preservação ambiental dos estados do Maranhão e de Rondônia. A força vai atuar em conjunto com o Departamento de Polícia Federal na preservação da integridade física dos envolvidos e no policiamento ostensivoO prazo da operação foi fixado em 60 dias, prorrogáveis se necessário.

O uso de armas letais estará condicionado à legítima defesa dos policiais e de terceiros na manutenção da ordem pública. De acordo com levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na Amazônia Legal, de agosto de 2007 a julho de 2008, chegou a 12.911 quilômetros quadrados.

O índice corresponde a um aumento de 12% em relação ao mesmo período anterior. Só no Maranhão foi registrado em 2008 um aumento de 108% em relação à taxa de desmatamento de 2007. Com esseaumento, o Maranhão atingiu taxa de desmatamento superior à de Rondônia, que apresentou em 2008 uma redução de 29% em relação a 2007.

Os estados que apresentaram as taxas mais altas de desmatamento em 2008 foram Pará e Mato Grosso, que juntos perfazem 69% do desmatamento na Amazônia (43,4% e 25,2%, respectivamente). O Pará tem apresentado taxas de desmatamento altas e relativamente constantes desde 2005. (Fonte:O Norte)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009






Vale a pena conferir as fotos de Nick Brant

Bate-boca marca discussões sobre novo Código Florestal

Indicação de Sarney Filho para comissão especial desagrada

Mauro Zanatta escreve para o "Valor Econômico":


Uma manobra da bancada ruralista e a reação estridente de parlamentares ambientalistas transformou ontem a primeira reunião da comissão especial do novo Código Florestal em um festival de xingamentos, gritarias e ameaças que quase levou os deputados à agressão física.

Dedos em riste, os ambientalistas protestaram contra a formação da chapa que conduzirá os debates sobre a revisão das regras ambientais do país. Com o aval do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), os ruralistas incluíram o deputado Sarney Filho (PV-MA) como 1º presidente da comissão.

O líder dos "verdes", Edson Duarte (BA), estrilou, rejeitando qualquer acordo para legitimar a direção dos trabalhos. "Todo mundo já sabe o que se quer aprovar aqui. E não vamos participar desse teatro", gritou. "Não fiz acordo com ninguém, não indiquei ninguém, e o deputado Sarney também não concordou com isso".
Leia mais

Brasil se comprometerá a reduzir queimadas em 80%, diz Minc

Janaína Figueiredo - O Globo 30/09



O Brasil pretende assumir o compromisso "externo e obrigatório" na Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas, que será realizada em dezembro, em Copenhague, de reduzir em cerca de 80% o desmatamento na Amazônia, até 2020. A posição do governo Lula foi antecipada ontem pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em seu segundo e último dia de participação na Convenção da ONU para o Combate à Desertificação (COP-9), que começou em 21 de setembro e termina sexta-feira.


- Será um compromisso do Brasil com o mundo - disse Minc, que, no próximo dia 13, se reunirá com o presidente Lula para definir outras metas a serem apresentadas pelo Brasil em Copenhague.Leia mais

Artigo de Stédile- Agrotóxicos no seu estômago

Na safra passada, as empresas transnacionais (Basf, Bayer, Monsanto, Du Pont, Sygenta, Bungue, Shell...), comemoraram que o Brasil se transformou no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. Foram despejados 713 milhões de toneladas! Média de 3.700 quilos por pessoa.

João Pedro Stédile

Os porta-vozes da grande propriedade e das empresas transnacionais são muito bem pagos para todos os dias defender, falar e escrever de que no Brasil não há mais problema agrário. Afinal, a grande propriedade está produzindo muito mais e tendo muito lucro. Portanto, o latifúndio não é mais problema para a sociedade brasileira. Será? Nem vou abordar a injustiça social da concentração da propriedade da terra, que faz com que apenas 2%, ou seja, 50 mil fazendeiros, sejam donos de metade de toda nossa natureza, enquanto temos 4 milhões de famílias sem direito a ela.

Vou falar das consequências para você que mora na cidade, da adoção do
modelo agrícola do agronegócio. O agronegócio é a produção de larga escala, em monocultivo, empregando muito agrotóxicos e máquinas. Usam venenos para eliminar as outras plantas e não contratar mão de obra. Com isso, destroem a biodiversidade, alteram o clima e expulsam cada vez mais famílias de trabalhadores do interior.
Leia mais